Mais um escândalo expõe o entranhado esquema de corrupção no Amapá.
A Polícia Federal indiciou o empresário Breno Chaves Pinto, suplente do senador Davi Alcolumbre, e o superintendente regional do Dnit, Marcello Linhares, por suspeitas graves de irregularidades em contratos públicos de obras rodoviárias.
A investigação revelou uma atuação coordenada e espúria entre empresários e agentes públicos para manipular licitações, influenciar decisões internas e facilitar liberações de recursos federais, com contatos frequentes documentados tratando de orçamentos, obras e movimentações estratégicas.
Sem qualquer pudor, o grupo teria transformado o Dnit em um balcão de negócios privado, gerando favorecimentos indevidos e problemas graves na execução dos contratos, conforme apontam auditorias técnicas.
Este caso não é um episódio isolado, mas sintoma de um sistema político em que suplentes de senadores e altos funcionários federais agem como se o dinheiro do povo fosse patrimônio particular, perpetuando o ciclo vicioso de propinas, direcionamentos e impunidade que tanto prejudica o desenvolvimento real da região.
Texto: Rodolfo Oliveira
Fotos: Divulgação