LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA INICIA RADIOTERAPIA NO COURO CABELUDO EM BRASÍLIA APÓS RETIRADA DE CÂNCER DE PELE

REDAÇÃO

Presidente inicia tratamento preventivo no Hospital Sírio-Libanês após retirada de carcinoma basocelular no couro cabeludo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou nesta segunda-feira, 25 de maio de 2026, um tratamento de radioterapia superficial preventiva no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília. O procedimento ocorre pouco mais de um mês após a remoção de uma lesão de carcinoma basocelular no couro cabeludo — tipo mais comum e menos agressivo de câncer de pele.
De acordo com boletim médico divulgado pela equipe responsável pelo acompanhamento do presidente, o tratamento tem caráter complementar e preventivo, com o objetivo de reduzir o risco de recorrência da doença na região afetada. A previsão é de que Lula passe por 15 sessões de radioterapia, cada uma com duração aproximada de dois minutos.
Lesão foi retirada em abril
A lesão havia sido removida no dia 24 de abril de 2026, também no Hospital Sírio-Libanês. Na ocasião, médicos confirmaram que o diagnóstico era de carcinoma basocelular, um câncer de pele considerado de baixa agressividade e com altos índices de cura quando identificado precocemente.
O procedimento cirúrgico realizado no mês passado foi bem-sucedido e não apresentou complicações. Desde então, o presidente vinha sendo acompanhado por especialistas para definir a necessidade de tratamento complementar.
Segundo fontes médicas, a radioterapia superficial é uma medida relativamente comum em casos específicos, principalmente quando há preocupação em evitar o reaparecimento da lesão em áreas mais sensíveis ou expostas do corpo, como o couro cabeludo.
Tratamento não altera agenda presidencial
O Palácio do Planalto informou que o tratamento não impõe restrições à rotina do presidente. Lula seguirá mantendo compromissos oficiais normalmente durante o período das sessões.
O boletim médico divulgado nesta segunda reforça que o estado geral de saúde do presidente é considerado estável e que o procedimento foi planejado de forma preventiva, sem caráter emergencial.
Aliados próximos do governo também minimizaram preocupações sobre o tema, destacando que o tratamento faz parte do acompanhamento médico habitual após a retirada do tumor.
O que é o carcinoma basocelular?
O carcinoma basocelular é o tipo mais frequente de câncer de pele. Ele se desenvolve nas células basais da pele, geralmente em áreas com maior exposição ao sol, como rosto, pescoço e couro cabeludo.
Embora raramente provoque metástase, o tumor pode crescer localmente e causar danos aos tecidos próximos caso não seja tratado. Por isso, o diagnóstico precoce e a remoção da lesão costumam ser suficientes para garantir recuperação completa na maioria dos pacientes.
Especialistas apontam que a exposição solar acumulada ao longo da vida é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença.
Radioterapia superficial é considerada pouco invasiva
O tratamento iniciado por Lula utiliza radioterapia superficial, técnica menos invasiva voltada para lesões localizadas na pele. O método aplica radiação diretamente sobre a região afetada, atingindo camadas superficiais do tecido e reduzindo impactos em áreas mais profundas.
Médicos afirmam que as sessões são rápidas e geralmente bem toleradas pelos pacientes, com poucos efeitos colaterais significativos.
Entre os possíveis sintomas estão irritação local, vermelhidão e sensibilidade na área tratada, considerados efeitos comuns e temporários.
Histórico recente de saúde
Nos últimos anos, Lula passou por diferentes acompanhamentos médicos, mas segue mantendo agenda pública intensa desde o início de seu atual mandato.
A divulgação do tratamento desta segunda-feira gerou ampla repercussão política e nas redes sociais, mas médicos reforçam que o caso não é considerado grave e faz parte de um protocolo preventivo comum após a retirada de tumores de pele.
A notícia foi inicialmente publicada pelo jornal O Globo e confirmada posteriormente por informações do Hospital Sírio-Libanês e da equipe médica do presidente.
Foto: PR