“NOSSO PAÍS TAMBÉM É AFETADO POR ELES”, AFIRMA MARCO RUBIO AO ANUNCIAR PCC E CV COMO ORGANIZAÇÕES TERRORISTAS.

REDAÇÃO

Marco Rubio afirma que PCC e CV já ameaçam os EUA ao anunciar classificação das facções como organizações terroristas

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) representam uma ameaça que já ultrapassa as fronteiras brasileiras e alcança também o território americano. A declaração foi feita durante o anúncio oficial da classificação das duas facções como organizações terroristas estrangeiras pelo governo dos EUA.
“Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. Seu alcance se estende por toda a nossa região e ao nosso país”, declarou Rubio ao justificar a decisão da administração americana.
A medida coloca as facções brasileiras no mesmo grupo de organizações consideradas ameaças internacionais pelos Estados Unidos e amplia o poder das autoridades americanas para aplicar sanções financeiras, bloqueios de bens, cooperação internacional de inteligência e punições contra pessoas ou empresas ligadas aos grupos criminosos.
Segundo integrantes do governo americano, a decisão foi tomada após avaliações de órgãos de inteligência e segurança sobre a expansão das operações do PCC e do CV em rotas internacionais de tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro. Autoridades dos EUA afirmam que as facções brasileiras passaram a atuar de maneira cada vez mais integrada com organizações criminosas transnacionais na América Latina e em outros países.
A declaração de Rubio aumentou a repercussão internacional do tema e provocou reações políticas no Brasil. Integrantes da oposição afirmam que a fala do secretário americano demonstra preocupação crescente da comunidade internacional com o avanço do crime organizado brasileiro além das fronteiras nacionais.
O governo Lula acompanha o caso com cautela. Pela legislação brasileira, PCC e CV continuam sendo classificados como organizações criminosas, já que a Lei Antiterrorismo exige motivação política, religiosa ou ideológica para enquadramento como grupo terrorista.
Mesmo assim, especialistas avaliam que a decisão americana pode gerar impactos diplomáticos, financeiros e jurídicos envolvendo investigações internacionais sobre integrantes das facções. A expectativa é que a cooperação entre autoridades americanas e forças de segurança de outros países seja ampliada nos próximos meses.
Nos bastidores, diplomatas brasileiros temem que a fala de Rubio aumente a pressão internacional sobre o Brasil em relação ao combate ao crime organizado e fortaleça cobranças por medidas mais rígidas contra as facções que atuam dentro e fora do país.
Foto: White House