“SOBERANIA NACIONAL” VIRA ESCUDO DE LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA PARA FACÇÕES CRIMINOSAS APÓS DECISÃO DOS ESTADOS UNIDOS.

REDAÇÃO

Soberania nacional vira escudo de Lula para facções criminosas após decisão dos EUA

Brasília – Em mais um episódio que expõe a fragilidade do governo petista no combate ao crime organizado, o Planalto decidiu centrar sua resposta à decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho como organizações terroristas na defesa da “soberania nacional”. A medida americana, anunciada nesta semana, permite sanções financeiras, congelamento de bens e maior cooperação internacional contra as duas maiores facções criminosas do país.
Em vez de celebrar a pressão externa contra grupos responsáveis por milhares de mortes, tráfico internacional de drogas e terror nas periferias, o governo Lula optou por enquadrar o tema como uma suposta “ingerência estrangeira”. Auxiliares palacianos e o Itamaraty preparam um discurso que evita condenação dura às facções e foca em criticar a decisão de Washington, atribuindo-a inclusive a suposta influência de opositores bolsonaristas.
“É soberania só quando o assunto são as facções”, ironizou um diplomata que pediu para não ser identificado. Para analistas de segurança pública, a postura revela mais uma vez a incapacidade — ou falta de vontade — do governo em enfrentar o poder paralelo exercido pelo crime organizado, que controla presídios, rotas de tráfico e até periferias inteiras em vários estados.
A designação americana como “Terroristas Globais Especialmente Designados” e, em breve, como Organizações Terroristas Estrangeiras, é vista por especialistas como um duro golpe contra as finanças das facções, que mantêm conexões internacionais. No entanto, o foco do governo federal tem sido calcular os “impactos econômicos” e preparar uma narrativa que transforme o episódio em ataque externo, desviando a atenção do fracasso interno no combate ao crime.
Integrantes do PT e do Planalto têm repetido nos bastidores que a medida seria resultado de lobby da oposição, ignorando que PCC e Comando Vermelho figuram há anos em relatórios internacionais de inteligência como ameaças transnacionais. A estratégia é clara: transformar uma derrota diplomática e de segurança em discurso de “defesa da soberania”, mesmo que essa soberania pareça servir mais para blindar as facções do que para proteger a população brasileira.
Enquanto o governo se preocupa com retórica antiamericana, o brasileiro comum continua refém da violência imposta por essas organizações. A escolha de priorizar soberania das facções em vez de soberania do Estado contra o crime organizado reforça a percepção de que, para o PT, o inimigo principal nem sempre é o tráfico — mas quem o combate com firmeza.
Foto: PR