Empresário catarinense custeia retorno de criança com câncer terminal após família denunciar demora do governo federal em atender pedido de voo sanitário
Lisboa/Brasil – Enquanto o governo federal de Luiz Inácio Lula da Silva demorou para responder – e, segundo relatos da família e do governo de Santa Catarina, efetivamente ignorou – o apelo humanitário por um voo sanitário, um empresário anônimo de Itapema (SC) agiu com rapidez e generosidade para trazer de volta ao Brasil o pequeno Luís Felipe Benke dos Santos, de 8 anos, que luta contra um Sarcoma de Ewing em estágio terminal.
O menino, morador de Balneário Camboriú, viajou para Portugal em maio para realizar um sonho: visitar a irmã que mora no país. Durante a viagem, o câncer avançou de forma agressiva, com metástases na cabeça, face e faringe. Internado em Lisboa, Luís precisou de assistência médica especializada para retornar, já que companhias aéreas comuns negaram o embarque devido à gravidade do quadro. Os médicos indicaram cuidados paliativos próximos da família e da equipe que o acompanha há dois anos em Santa Catarina.
A família e o governo estadual de Santa Catarina recorreram ao Ministério da Saúde e à Força Aérea Brasileira (FAB) solicitando apoio para um voo de resgate. O pedido, no entanto, encontrou burocracia, demora e, segundo críticas recorrentes, indiferença por parte do governo Lula. O estado chegou a acionar a Justiça contra a União, denunciando a falta de resposta efetiva em um caso de vida ou morte. Críticos apontam que, enquanto aviões da FAB são frequentemente usados para viagens de autoridades, uma criança em fase terminal foi deixada à própria sorte do outro lado do Atlântico.
Foi então que entrou em cena a iniciativa privada. Um empresário do litoral catarinense, que estava em Brasília no momento da mobilização, interveio de forma decisiva. Ele custeou integralmente as despesas da família, contratou um médico internacional para acompanhar o voo e articulou o embarque pela companhia aérea TAP. Graças a essa ação generosa e eficiente, Luís Felipe deve retornar ao Brasil nesta sexta-feira (6 de junho), podendo passar seus últimos momentos cercado pelos entes queridos e pela rede de apoio local.
Enquanto o poder público federal foi alvo de duras críticas por lentidão e suposta insensibilidade diante de um drama humanitário que comoveu o país, o gesto do empresário de Santa Catarina é destacado como exemplo de solidariedade e agilidade que o Estado brasileiro falhou em demonstrar. Em meio à comoção nas redes sociais e na imprensa, a história expõe o contraste entre a burocracia oficial e a humanidade prática de um cidadão comum que decidiu não esperar por respostas oficiais.
A família de Luís Felipe agradece a mobilização popular e, especialmente, a intervenção privada que tornou possível o retorno. O caso, lamentavelmente, reforça questionamentos sobre prioridades e sensibilidade do governo federal em situações que envolvem crianças em condições terminais.
Luís Felipe Benke dos Santos segue em tratamento paliativo. Que seu retorno traga algum conforto à família.
Resumo em 1 parágrafo:
Enquanto o governo federal de Lula foi criticado por demora e burocracia no pedido da família e do governo de Santa Catarina por um voo sanitário para Luís Felipe Benke dos Santos, de 8 anos, com Sarcoma de Ewing terminal internado em Lisboa, um empresário anônimo de Itapema custeou integralmente o retorno do menino, contratou médico para acompanhar o voo e articulou o embarque pela TAP. O caso, que expõe a criança a cuidados paliativos no Brasil a partir de 6 de junho, contrasta a omissão federal com a agilidade da iniciativa privada e reacende o debate sobre prioridades do governo em situações humanitárias de vida ou morte.
Foto: Divulgação