VETO DA UNIÃO EUROPEIA À CARNE BRASILEIRA REVELA BARREIRAS COMERCIAIS SELETIVAS E ARBITRÁRIAS

REDAÇÃO

Decisão europeia restringe exportações brasileiras e amplia debate sobre critérios sanitários e concorrência internacional.

A União Europeia, em mais um ato de protecionismo disfarçado de preocupação sanitária, oficializou neste sábado (6) a exclusão do Brasil da lista de exportadores de carne, proibindo as vendas a partir de 3 de setembro.
Sob o pretexto de que o país não teria apresentado “garantias suficientes” contra o uso de antimicrobianos na pecuária, Bruxelas aplica uma medida que já vinha sendo cozinhada desde maio, ignorando o fato de que o Brasil é um dos maiores produtores mundiais de proteína animal com padrões sanitários rigorosamente auditados por diversos mercados exigentes.
Enquanto isso, Argentina, Paraguai e Uruguai, vizinhos com realidades pecuárias semelhantes, seguem autorizados a abastecer os europeus, expondo a clara seletividade política da decisão.
O veto não só ameaça milhares de empregos no campo e nas indústrias frigoríficas brasileiras, como revela a hipocrisia de um bloco que prega sustentabilidade e livre-comércio, mas ergue barreiras arbitrárias justamente contra um competidor eficiente, penalizando produtores que cumprem normas internacionais e alimentam bilhões de pessoas em todo o planeta.
Texto: Rodolfo Oliveira
Foto: Divulgação