Denúncias sobre patrimônio, imóveis em área nobre e autuações por irregularidades ampliam pressão sobre o prefeito de Fortaleza por esclarecimentos.
Fortaleza – Enquanto a população de Fortaleza enfrenta desafios diários como infraestrutura precária e serviços públicos deficitários, novas denúncias colocam em xeque a transparência do prefeito Evandro Leitão (PT) sobre seu patrimônio. Apesar de declarar oficialmente pouco mais de R$ 1,6 milhão em bens à Justiça Eleitoral em 2024, o gestor é alvo de graves suspeitas de ocultação de imóveis adquiridos nos últimos anos.
De acordo com reportagens recentes, Leitão teria imóveis não devidamente declarados, o que contrasta com o patrimônio modesto apresentado durante a campanha eleitoral. O caso ganhou repercussão após autuação da própria Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis), órgão da Prefeitura, que flagrou reformas irregulares em um imóvel na Aldeota, bairro nobre da capital. A ação ocorreu no âmbito da Operação Capital Limpa e Ordenada, expondo o prefeito a multas e questionamentos sobre o uso de propriedades de alto padrão.
Críticos apontam que o crescimento patrimonial declarado – de cerca de R$ 1,1 milhão em 2022 para R$ 1,66 milhão em 2024 – não condiz com o estilo de vida e os indícios de bens adicionais que vêm sendo levantados por veículos de imprensa e oposição. A falta de clareza nas declarações ao Tribunal Superior Eleitoral reforça a percepção de que o petista pode estar escondendo parte relevante de sua riqueza, algo inadmissível para quem ocupa o cargo máximo do Executivo municipal e deveria servir de exemplo de probidade.
A opacidade em torno dos bens de Leitão alimenta desconfiança entre os fortalezenses, especialmente em um momento em que a gestão municipal lida com dívidas herdadas e pressões por austeridade. Até o momento, não há explicações convincentes do prefeito sobre os imóveis em questão, o que apenas aumenta as cobranças por uma investigação aprofundada por parte do Ministério Público e da Receita Federal.
O caso Evandro Leitão mais uma vez expõe as contradições de uma gestão que promete combater privilégios, mas parece tropeçar em problemas de transparência patrimonial logo nos primeiros meses. A população espera respostas claras, pois governar exige, acima de tudo, honestidade com o dinheiro público e com os eleitores.
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