Concessão da honraria pela universidade federal rural do Rio de Janeiro à deputada federal gera debate sobre os critérios de reconhecimento acadêmico e o papel das instituições de ensino superior
A Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro decidiu, em mais um lamentável exemplo de politicagem identitária que desmoraliza o título acadêmico no Brasil, conceder o título de Doutora Honoris Causa à deputada trans Erika Hilton (PSOL-SP), supostamente por suas “contribuições à sociedade”, que se resumem, na prática, a militância radical pela agenda de gênero, ao ativismo trans e à defesa de pautas que dividem a sociedade em opressores e oprimidos.
Primeira deputada federal trans eleita, Hilton construiu sua trajetória mais em performances midiáticas e enfrentamentos ideológicos do que em realizações concretas que justifiquem a mais alta honraria universitária, especialmente numa instituição federal que deveria priorizar excelência científica e não cotas de vitimismo.
Entregar doutorado honoris causa a quem se destaca por interrupção de debates e retórica agressiva contra quem discorda é transformar a universidade pública em palanque político, ofendendo contribuições reais de cientistas, educadores e brasileiros que realmente constroem o país com trabalho sério, longe de holofotes e vitórias eleitorais baseadas em identidade.
Texto: Rodolfo Oliveira
Foto: Divulgação