Dados da PNAD contínua mostram que a região concentra mais da metade dos analfabetos do país e mantém índice acima da média nacional
Brasília, Dados recentes do IBGE confirmam que o Brasil ainda convive com cerca de 8,4 milhões de analfabetos adultos, com o Nordeste concentrando mais da metade desse total, aproximadamente 4,8 milhões de pessoas.
A taxa na região chega a 10,6%, mais que o dobro da média nacional, segundo a PNAD Contínua de Educação referente a 2025.
Embora o número nacional represente a menor taxa da série histórica, a desigualdade regional continua marcante.
O Nordeste, reduto histórico do PT, acumula décadas de gestões petistas em estados e prefeituras, período em que o partido prometeu repetidamente combater a pobreza e ampliar o acesso à educação. Mesmo assim, a região segue liderando negativamente os índices de analfabetismo.
Um post publicado hoje no X pelo perfil @diegomuguetrj chamou atenção para esses números, destacando que o volume de analfabetos no Nordeste ultrapassa 4,8 milhões.
O conteúdo critica o que classifica como estratégia eleitoral mantida ao longo de governos do PT, que teria priorizado programas assistencialistas em detrimento de uma educação de qualidade capaz de reduzir estruturalmente o problema.
Especialistas de diferentes correntes apontam que o analfabetismo é um desafio antigo, influenciado por pobreza herdada, qualidade do ensino básico e investimentos insuficientes em infraestrutura educacional.
No entanto, o desempenho modesto da região mesmo após anos de predominância petista no poder local e federal reforça questionamentos sobre a efetividade das políticas implementadas nesse período.
Enquanto o governo Lula celebra quedas graduais na taxa nacional, os números regionais expõem uma realidade incômoda: no principal celeiro eleitoral do PT, o avanço contra o analfabetismo permanece lento, alimentando debates sobre prioridades e resultados concretos das gestões do partido.
A discussão sobre responsabilidade política segue aberta.
Foto: FolhaPress