Segundo o SBT News, fontes indicam que há articulação nos Estados Unidos para uma possível retomada das sanções da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
A medida estaria sendo avaliada caso o ex-presidente Jair Bolsonaro seja enviado a um presídio comum.
As sanções Magnitsky, mecanismo americano usado para punir violações de direitos humanos e abusos de autoridade, foram aplicadas contra o ministro em 2025.
Elas foram suspensas em dezembro do mesmo ano, após negociações diplomáticas.
Aliados do ex-presidente argumentam que novas decisões judiciais contra Bolsonaro podem configurar perseguição política.
Por isso, defendem o endurecimento da posição americana para pressionar por maior observância do devido processo legal no Brasil.
O debate ocorre em um momento de críticas recorrentes ao Judiciário brasileiro.
Muitos setores conservadores e liberais veem nas decisões monocráticas e em supostas censuras um desequilíbrio entre os Poderes.
O senador Flávio Bolsonaro tem defendido publicamente a necessidade de freios ao ativismo judicial.
Para ele, é fundamental preservar a independência do processo eleitoral e a separação de poderes prevista na Constituição.
A Lei Magnitsky permite aos Estados Unidos impor restrições financeiras e de viagem a autoridades estrangeiras.
Sua aplicação contra um ministro do STF seria interpretada como um forte sinal de preocupação internacional com o Estado de Direito no Brasil.
Até o momento, não há manifestação oficial do governo Trump sobre uma nova rodada de sanções.
No entanto, o tema continua na agenda de discussões entre parlamentares brasileiros e interlocutores americanos, conforme reportagens do SBT News.
Foto: STF