Presidente do PT em São Paulo admite impacto político da operação, encaminha caso à comissão de ética e reconhece preocupação com desgaste da legenda
A prisão do vereador paulistano Senival Moura (PT), durante a Operação Última Parada, provocou forte repercussão política e levou o diretório municipal do partido a anunciar o encaminhamento do caso para a comissão de ética.
Segundo as investigações da Polícia Civil de São Paulo e do Ministério Público, a operação apura um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o PCC por meio do setor de transporte coletivo da capital paulista.
Ao comentar o caso, o presidente do PT na capital, Hélio Rodrigues, afirmou que o partido foi surpreendido com a prisão do parlamentar e ressaltou que não é possível aplicar uma expulsão sumária antes da conclusão do processo interno.
Durante a entrevista, Rodrigues reconheceu o impacto político da investigação e declarou que “isso é prato cheio para a direita”, ao admitir que adversários devem explorar o episódio no debate público.
Nos bastidores do partido, dirigentes também demonstraram preocupação com os reflexos do caso sobre as campanhas do PT em São Paulo e no cenário nacional, avaliando que a repercussão pode trazer desgaste à legenda.
A investigação segue em andamento, com cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão contra outros investigados, enquanto as autoridades apuram suspeitas de organização criminosa, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações.
Até o momento, as apurações estão em fase de investigação e caberá ao Judiciário analisar as provas apresentadas pelas autoridades. Os envolvidos têm direito à ampla defesa e ao contraditório durante o processo.
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