Governo israelense aprova resolução histórica sobre os massacres de armênios no império otomano, encerrando décadas de resistência diplomática à medida, que ainda seguirá para votação no knesset
O governo de Israel, em uma decisão histórica, aprovou unilateralmente o reconhecimento do Genocídio Armênio, marcando uma mudança significativa em sua posição diplomática de longa data.
A votação, recebida com o lema “Never too late” (“Nunca é tarde demais”), reconhece os massacres, prisões e deportações forçadas sofridos pelos armênios como um genocídio, algo que Israel evitava há décadas por razões de sensibilidade diplomática com a Turquia.
Ancara nega veementemente que os eventos configurem genocídio, mas a decisão israelense representa um importante gesto de reparação histórica e pode tensionar ainda mais as já delicadas relações entre os dois países.
O Genocídio Armênio refere-se ao extermínio sistemático de aproximadamente 1,5 milhão de armênios pelo Império Otomano entre 1915 e 1923. O evento é considerado o primeiro genocídio moderno, planejado pelo governo dos “Jovens Turcos” durante a Primeira Guerra Mundial sob a justificativa de que os armênios eram uma ameaça separatista aliada à Rússia.
Texto: Rodolfo Oliveira
Foto: Divulgação