Hossam Hassan criticou torcedores argentinos após exibição de bandeiras de Israel nas arquibancadas e voltou a defender que o futebol não seja utilizado para ampliar disputas políticas
O técnico da seleção do Egito, Hossam Hassan, criticou torcedores argentinos que levantaram bandeiras de Israel após a partida das oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 entre Egito e Argentina. O episódio gerou ampla repercussão nas redes sociais e na imprensa internacional.
Dias antes, Hassan já havia chamado atenção ao entrar em campo carregando uma bandeira da Palestina após a classificação do Egito sobre a Austrália nos pênaltis. O gesto foi amplamente divulgado e repercutiu em diversos países.
Na ocasião, o treinador dedicou a vitória ao povo egípcio e ao povo palestino. Em suas declarações, afirmou que seu “coração e sua alma” estavam com os palestinos e disse que quem não sente pelo povo palestino “perdeu parte de sua humanidade”.
Antes do confronto contra a Argentina, Hossam Hassan voltou a defender publicamente a causa palestina durante entrevista coletiva. Entre as declarações, pediu que “deixem o povo palestino existir”, reforçando sua posição sobre o conflito.
Após a eliminação do Egito, imagens de torcedores argentinos exibindo bandeiras de Israel nas arquibancadas passaram a circular nas redes sociais. O episódio foi interpretado por muitos como uma resposta às manifestações anteriores do treinador egípcio.
Hassan criticou a atitude dos torcedores e afirmou que o futebol não deveria ser utilizado para provocar ou ampliar disputas políticas e humanitárias. As declarações reacenderam debates sobre manifestações políticas em eventos esportivos de grande alcance.
O caso ganhou destaque na imprensa internacional e provocou intensa discussão entre torcedores, jornalistas e autoridades esportivas, dividindo opiniões sobre os limites das manifestações políticas dentro da Copa do Mundo de 2026.
Foto: Divulgação