Justiça de São Paulo revogou a prisão temporária de dois investigados por falta de indícios suficientes; processo sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas segue em andamento
A Justiça de São Paulo determinou a soltura de dois envolvidos na investigação da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump em Limeira (SP). A decisão foi tomada nesta quarta-feira (9), após a análise dos elementos reunidos no inquérito.
Maria Eduarda morreu no dia 13 de junho de 2026, após ser lançada de uma ponte com cerca de 40 metros de altura, conhecida como Ponte do Esqueleto. Segundo as investigações, a jovem teria realizado o salto sem estar presa corretamente à corda de segurança, o que provocou a queda fatal.
Os dois liberados, João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins, estavam presos temporariamente desde 20 de junho. A Justiça entendeu que não havia indícios suficientes de participação deles no crime que justificassem a manutenção da prisão.
O caso continua envolvendo outros quatro denunciados pelo Ministério Público de São Paulo. Entre eles estão três instrutores responsáveis pela atividade e a organizadora do evento, que respondem por homicídio com dolo eventual, quando se considera que houve aceitação do risco de causar a morte.
A investigação apontou possíveis falhas graves de segurança durante a realização do salto, como ausência de uma checagem adequada dos equipamentos e irregularidades na organização da atividade.
A organizadora do evento também é acusada de omissão e fraude processual, devido à suspeita de tentativa de apagar provas, incluindo imagens registradas por uma câmera GoPro utilizada no momento do salto.
A tragédia ganhou repercussão nacional e o processo segue em andamento. A Justiça ainda deverá analisar as responsabilidades individuais de cada envolvido, enquanto familiares e amigos de Maria Eduarda aguardam por esclarecimentos sobre as circunstâncias que levaram à morte da jovem.
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