Primeira-dama afirma que questionamentos sobre sua atuação pública e despesas em agendas oficiais têm motivação machista e defende que suas viagens seguem protocolos institucionais
A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, afirmou em entrevista conjunta ao UOL e à Folha de S.Paulo que as críticas direcionadas a seus gastos, viagens internacionais e atuação pública são motivadas por “misoginia pura”. A declaração foi dada nesta segunda-feira (13/07/2026), durante conversa com os jornalistas Daniela Lima e Fernando Canzian.
Janja afirmou que sua agenda como primeira-dama é pública e que suas viagens seguem protocolos oficiais. Segundo ela, hospedagens em embaixadas e deslocamentos em classe executiva fazem parte de medidas relacionadas à segurança e à organização institucional.
A primeira-dama também criticou o apelido de “gastadeira”, usado por opositores para questionar despesas relacionadas às suas atividades. Para ela, esse tipo de cobrança tem relação com o fato de ser uma mulher ocupando um espaço de maior visibilidade política e institucional.
Segundo Janja, ela é a primeira primeira-dama brasileira a atuar de forma mais ativa em agendas públicas, participando de debates e compromissos ligados a diferentes áreas do governo. Ela afirmou que essa postura teria provocado uma reação diferente daquela enfrentada por outras primeiras-damas.
A fala gerou repercussão nas redes sociais e dividiu opiniões. Enquanto apoiadores defenderam o argumento de que as críticas possuem caráter machista, críticos mantiveram os questionamentos sobre o uso de recursos públicos e a exposição da primeira-dama em compromissos oficiais.
O debate também reacendeu discussões sobre o papel das primeiras-damas no Brasil e os limites entre atuação institucional, participação política e fiscalização pública.
A declaração de Janja foi feita durante a entrevista ao UOL e à Folha de S.Paulo e passou a circular amplamente após trechos da conversa serem compartilhados nas redes sociais.
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