NWADV confirma parceria contratual encerrada em 2024 com escritório alvo da Operação Distrato, mas afirma que as bancas atuavam de forma independente e sem integração societária.
A Operação Distrato colocou o escritório de Nelson Wilians no centro de uma investigação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Secretaria da Fazenda, que apura um suposto esquema de utilização irregular de créditos de ICMS. Segundo as autoridades, o prejuízo estimado aos cofres públicos pode chegar a R$ 3,8 bilhões.
Em nota oficial, a NWADV confirmou que manteve, durante 2024, uma parceria contratual com o escritório De Paula Advogados & Consultoria Jurídica, de Mayra Fahur de Paula, para operações relacionadas à transferência e compensação de saldos credores de ICMS em São Paulo.
O escritório afirmou que essa parceria foi encerrada ainda em 2024 e destacou que as duas bancas sempre atuaram de forma independente, sem vínculo societário, subordinação ou integração operacional. A nota também reforça que a relação teve natureza exclusivamente contratual.
Já a investigação apresenta uma versão diferente. De acordo com as autoridades, a atuação dos envolvidos teria sido coordenada dentro de um suposto esquema de geração e utilização de créditos tributários considerados irregulares, motivo pelo qual foram autorizadas diligências e buscas em diversos endereços.
As buscas realizadas durante a operação atingiram a sede da NWADV, a residência de Nelson Wilians e imóveis ligados à advogada Mayra Fahur de Paula. Até o momento, não foram expedidos mandados de prisão, e o caso segue sob sigilo.
A defesa sustenta que a existência de uma parceria profissional não significa participação em qualquer prática ilícita e afirma que todas as atividades desenvolvidas ocorreram dentro dos limites da legalidade. As investigações, por sua vez, buscam esclarecer se houve atuação conjunta além da relação contratual admitida pelos envolvidos.
Como ocorre em investigações dessa natureza, a confirmação dos fatos dependerá do andamento do processo e da análise das provas. Até o momento, as apurações seguem em curso, e não há decisão judicial definitiva que atribua responsabilidade criminal aos investigados.
Foto: Metrópoles