COM TORNOZELEIRA ELETRÔNICA, GORETE PEREIRA (MDB), ALIADA DO PT, PODERÁ SAIR CANDIDATA EM 2026

REDAÇÃO

Deputada federal é investigada pela Polícia Federal na Operação Indébito, mas, sem condenação que gere inelegibilidade, mantém os direitos políticos e pode disputar as eleições de 2026.

A deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE) passou a enfrentar novos desafios políticos após ser alvo da Operação Indébito, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um suposto esquema envolvendo descontos irregulares relacionados ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e realizadas prisões de outros investigados. A parlamentar também passou a utilizar tornozeleira eletrônica por determinação judicial, enquanto as investigações continuam em andamento.
A apuração da Polícia Federal ainda não foi concluída e, até o momento, não há decisão definitiva sobre eventual responsabilização da deputada. O caso seguirá sob análise da Justiça, que deverá avaliar as provas reunidas durante o processo.
Nos bastidores da política cearense, integrantes do MDB afirmam que Gorete Pereira trabalha para manter sua participação na disputa eleitoral pela legenda. A estratégia envolve preservar sua presença no cenário político enquanto aguarda os próximos desdobramentos jurídicos.
Especialistas em Direito Eleitoral explicam que uma investigação ou mesmo a condição de réu, por si só, não impede automaticamente uma candidatura. A restrição depende da existência de uma condenação ou de enquadramento nas regras de inelegibilidade previstas na legislação brasileira.
A Lei da Ficha Limpa estabelece critérios específicos para impedir candidaturas em determinadas situações, principalmente quando há condenações judiciais definitivas ou decisões colegiadas que se enquadrem nas hipóteses previstas.
No meio político, a possível continuidade de Gorete Pereira na disputa gera debates sobre os impactos da investigação na campanha eleitoral e na relação da parlamentar com o eleitorado cearense.
Outro ponto levantado por analistas é a discussão sobre foro por prerrogativa de função. Caso a deputada seja eleita e continue exercendo mandato, o tema pode voltar ao centro dos debates jurídicos sobre competência para julgamento de autoridades.
O MDB ainda acompanha os desdobramentos do caso e avalia o cenário político para as próximas eleições. A definição sobre candidaturas deverá considerar tanto os aspectos eleitorais quanto os impactos da investigação em andamento.
Até a conclusão do processo, Gorete Pereira permanece com seus direitos políticos preservados, podendo buscar a manutenção de sua trajetória eleitoral, conforme as regras vigentes da Justiça Eleitoral.
Foto: Divulgação