Decisão do ministro do STF autoriza a Polícia Federal a buscar informações sobre bens no exterior, incluindo um iate e uma aeronave, no âmbito das investigações da Operação Compliance Zero.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal a firmar acordos de cooperação internacional para rastrear bens de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master, e de outros investigados no caso.
A decisão permite que as autoridades brasileiras busquem informações e localização de possíveis ativos mantidos fora do país, ampliando o alcance das investigações sobre o suposto esquema envolvendo a instituição financeira.
Segundo as apurações, o objetivo é identificar a existência de patrimônio no exterior que possa estar relacionado a crimes como lavagem de dinheiro, evasão de divisas e ocultação de bens.
Entre os alvos das diligências estão bens de alto valor, incluindo um iate de luxo encomendado no exterior e uma aeronave, que passaram a ser analisados pelos investigadores.
A cooperação internacional autorizada pelo STF envolve, inicialmente, pedidos direcionados à Alemanha e aos Estados Unidos, países onde podem estar localizados ativos ligados aos investigados.
O pedido relacionado à Alemanha tem ligação com informações sobre o iate, enquanto a frente envolvendo os Estados Unidos busca dados referentes ao avião citado nas investigações.
As medidas serão formalizadas pelo Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça, responsável por intermediar esse tipo de solicitação entre países.
A autorização faz parte dos desdobramentos da Operação Compliance Zero, conduzida para investigar suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master e pessoas ligadas à instituição.
A Polícia Federal agora poderá avançar na identificação da origem dos recursos e verificar se houve tentativa de esconder patrimônio ou movimentações financeiras fora do Brasil.
Com a decisão de André Mendonça, a investigação ganha uma dimensão internacional, permitindo que autoridades brasileiras busquem informações em outros países para esclarecer a possível existência de ativos vinculados ao caso.
Foto: STF