Relatório da Casa Branca reforça hipótese de vazamento laboratorial, cita pesquisas de ganho de função e afirma que cientistas do instituto chinês adoeceram antes da identificação oficial do surto
Washington, 30 de julho de 2026. A administração Trump voltou a apontar o Instituto de Virologia de Wuhan como a fonte mais provável do SARS-CoV-2. O governo classificou o surgimento da pandemia como um “incidente relacionado a laboratório” ligado a pesquisas de ganho de função, e não uma transmissão natural de animais.
Em relatório divulgado nesta semana pela Casa Branca, intitulado “Lab Leak: The True Origins of COVID-19”, o governo americano destaca evidências de que o vírus teria escapado acidentalmente durante experimentos com coronavírus de morcegos no instituto chinês. O documento cita, entre outros pontos, relatos de pesquisadores do WIV que apresentaram sintomas compatíveis com a COVID-19 ainda no outono de 2019. Isso ocorreu meses antes do surto ser oficialmente identificado no mercado de Huanan, em dezembro daquele ano.
A avaliação reforça críticas recorrentes à falta de transparência das autoridades chinesas. Pequim sempre negou qualquer ligação entre o laboratório e o vírus, sustentando a hipótese de origem natural. O país nunca permitiu uma investigação internacional independente e completa no local, o que alimentou dúvidas ao longo dos anos.
O relatório menciona ainda que o instituto conduzia pesquisas de ganho de função. Essa técnica modifica patógenos para torná-los mais transmissíveis ou virulentos. Segundo o documento, os trabalhos ocorriam em condições de biossegurança consideradas inadequadas.
A Casa Branca argumenta que a ausência de um hospedeiro animal intermediário confirmado e o padrão de introdução única do vírus em humanos fortalecem a hipótese laboratorial.
Embora agências de inteligência americanas permaneçam divididas quanto ao grau de confiança nessa conclusão, a posição oficial do governo Trump marca um endurecimento na narrativa sobre as origens da pandemia. A COVID-19 já resultou em mais de sete milhões de mortes em todo o mundo.
A China não se pronunciou imediatamente sobre o novo relatório. Historicamente, autoridades chinesas classificam as alegações de vazamento laboratorial como “teorias da conspiração” politicamente motivadas.
O caso reacende o debate sobre a necessidade de maior rigor internacional no controle de laboratórios de alta segurança e no financiamento de pesquisas de alto risco.
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