Parlamentares temem possíveis represálias caso seus apoios a candidatos da oposição sejam revelados; relatos também apontam suposta oferta de cargos pelo governo para fortalecer a candidatura de Davi Alcolumbre
A disputa pela presidência do Senado já provoca tensão nos bastidores de Brasília, com Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) na corrida pelo comando da Casa.
A oposição decidiu suspender a divulgação de levantamentos sobre votos após parlamentares relatarem pressão para apoiar Alcolumbre.
Segundo um senador ouvido por Oeste, o governo teria liberado cerca de 40 cargos em autarquias para que Alcolumbre distribuísse em troca de apoio.
Além da oferta de cargos, gabinetes, vagas de garagem e presidências de comissões, parlamentares afirmam temer possíveis retaliações do Supremo Tribunal Federal caso seus nomes apareçam publicamente entre os apoiadores da oposição.
Sem maioria consolidada, cada voto do Centrão pode decidir a eleição.
Diante do temor, algumas contagens independentes foram interrompidas e só devem voltar perto da eleição, marcada para 1º de fevereiro de 2027.
Os relatos levantam uma questão grave: senadores dizem estar com medo de declarar publicamente quem apoiam para presidir o próprio Senado.
📝 Texto: Rodolfo Oliveira
📸 Foto: Divulgação
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