Presidente afirmou a parlamentares que pretende buscar contato direto com Donald Trump para discutir a guerra na Ucrânia e as relações entre Brasil e Estados Unidos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou a parlamentares aliados que vai tentar conversar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na próxima semana. A informação foi relatada por participantes de uma reunião realizada no Palácio da Alvorada.
O encontro reuniu parlamentares do PSOL e da Rede, que formalizaram apoio à candidatura de Lula à reeleição. Durante a conversa, o presidente comentou que pretende buscar um contato direto com o líder norte-americano.
Segundo os relatos, um dos principais assuntos que Lula deseja abordar é a guerra entre Rússia e Ucrânia. O presidente defende uma atuação conjunta das principais potências para buscar uma solução negociada para o conflito.
Lula também afirmou aos aliados que já manteve conversas recentes com o presidente da China, Xi Jinping, e com o presidente da Rússia, Vladimir Putin. Agora, a intenção é incluir Donald Trump nessa rodada de diálogos.
O presidente brasileiro tem defendido que os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU participem de forma mais ativa das negociações envolvendo o conflito europeu.
A tentativa de contato acontece em um momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Nos últimos dias, os dois países enfrentaram novos atritos diplomáticos e comerciais.
Entre os episódios recentes estão a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros pelo governo norte-americano e medidas envolvendo autoridades brasileiras, que ampliaram o desgaste na relação bilateral.
Apesar desse cenário, Lula avalia que o diálogo direto entre os chefes de Estado pode contribuir para reduzir as divergências e abrir espaço para novas negociações.
Até o momento, não há confirmação oficial de que o telefonema entre Lula e Trump já esteja agendado. A expectativa do governo brasileiro é conseguir estabelecer esse contato ao longo da próxima semana.
Caso a conversa aconteça, ela poderá abordar tanto a guerra na Ucrânia quanto temas relacionados às relações entre Brasil e Estados Unidos, em um momento considerado sensível para a diplomacia entre os dois países.
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