PF INVESTIGA CONEXÕES ENTRE AMIGO DE LULINHA E “CARECA DO INSS” EM “NEGÓCIOS” ENVOLVENDO O GOVERNO LULA

REDAÇÃO

Polícia Federal apura relações entre Cleber Ribas de Oliveira, Antônio Camilo Antunes e outros personagens ligados a contratos, empresas e interesses junto ao governo federal.

A Polícia Federal investiga conexões entre o empresário Cleber Ribas de Oliveira, apontado como amigo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, um dos principais investigados no esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas.
Segundo relatório sigiloso da Polícia Federal, Ribas se reuniu com Antônio Camilo Antunes. O encontro passou a integrar as apurações que buscam identificar as relações entre empresários e pessoas investigadas no esquema que envolveu descontos fraudulentos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social.
Os investigadores também analisam se havia articulação de interesses empresariais junto à Dataprev, empresa de tecnologia vinculada ao governo federal. A análise das conexões faz parte de uma investigação mais ampla sobre a atuação de diferentes personagens relacionados ao caso.
A empresa 3Structure IT, da qual Ribas é sócio, também aparece nas investigações por ter firmado contratos milionários com o governo federal. Os investigadores passaram a analisar as relações comerciais da empresa e as conexões mantidas por seus integrantes.
Outro ponto que chamou a atenção da PF envolve o repasse de R$ 150 mil realizado pela empresa de Ribas para a RL Consultoria, ligada à lobista Roberta Luchsinger e ao pai dela. Roberta é apontada nas reportagens como amiga próxima de Lulinha.
As investigações também apuram a relação de Lulinha com empresários que mantiveram negócios ou buscavam acesso a estruturas do governo. Entre os elementos analisados está uma viagem internacional de Lulinha que teria sido financiada por Cleber Ribas.
A Polícia Federal abriu inquéritos específicos para investigar se Lulinha praticou tráfico de influência para abrir portas a empresários dentro do governo federal. O objetivo é esclarecer se sua proximidade com determinadas pessoas foi utilizada para facilitar contatos ou interesses empresariais.
O caso tramita dentro de investigações autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal e envolve diferentes documentos, movimentações financeiras, encontros e relações entre os investigados. Os investigadores buscam estabelecer como essas conexões se relacionavam com os negócios e contratos analisados.
Cleber Ribas, por meio de sua defesa, afirma que a contratação de Roberta Luchsinger teve caráter exclusivamente profissional, voltada à prospecção de negócios e oportunidades no setor de tecnologia. Ele também reconhece sua relação de amizade com Lulinha e Roberta, mas nega qualquer irregularidade.
A defesa de Lulinha nega que ele tenha atuado para beneficiar empresários junto ao governo e classificou a abertura das investigações como uma “pesca probatória”. A defesa de Roberta Luchsinger também negou que o nome de Lulinha tenha sido utilizado para obtenção de vantagens. As investigações continuam para esclarecer as relações, os encontros e as transações identificadas pela Polícia Federal.
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