Manifestantes ligados à Juventude do MST e ao Levante Popular da Juventude picharam o muro da embaixada, queimaram uma bandeira dos Estados Unidos e espalharam ossos artificiais durante protesto contra Donald Trump e a política externa americana.
A Embaixada dos Estados Unidos em Brasília foi alvo de vandalismo na manhã de quinta-feira (13), durante uma manifestação realizada por integrantes da Juventude do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e do Levante Popular da Juventude.
Durante o protesto, militantes picharam o muro lateral externo da representação diplomática com a frase “Os EUA fazem guerra e lucram com a morte”, escrita em português e inglês. A manifestação teve como alvo a política externa norte-americana e o governo do presidente Donald Trump.
Além das pichações, manifestantes espalharam ossos artificiais nas proximidades da embaixada e queimaram uma bandeira dos Estados Unidos. A ação provocou a intervenção das forças de segurança que acompanhavam o protesto.
A perícia da Polícia Civil do Distrito Federal também identificou um princípio de incêndio na calçada em frente à representação diplomática. O fogo teria sido provocado pela queima de panos e cartazes e foi rapidamente controlado.
A Embaixada dos Estados Unidos reagiu publicamente ao episódio e classificou o vandalismo como “inaceitável”. A representação informou ainda que estava trabalhando em conjunto com as autoridades brasileiras responsáveis pela segurança da região.
Apesar do incidente, os serviços da embaixada não foram interrompidos. As atividades consulares e os atendimentos relacionados a vistos continuaram funcionando normalmente, enquanto o muro atingido pelas pichações foi posteriormente repintado.
A Polícia Militar do Distrito Federal realizou detenções de envolvidos na manifestação. As circunstâncias individuais das ocorrências ficaram sob responsabilidade das autoridades locais para apuração.
O episódio ocorreu em um momento de forte tensão nas relações entre Brasília e Washington. Brasil e Estados Unidos atravessam divergências políticas e comerciais, incluindo disputas envolvendo tarifas impostas pelo governo Trump a produtos brasileiros e medidas de reciprocidade discutidas pelo governo Lula.
A manifestação, portanto, ganhou repercussão política além dos danos provocados ao patrimônio da representação diplomática. O caso também reacendeu discussões sobre os limites de manifestações políticas realizadas diante de instalações diplomáticas estrangeiras.
Até o momento, porém, não há confirmação oficial de que a Casa Branca tenha classificado especificamente o episódio como um ataque extremista de grandes proporções ou de que Donald Trump tenha recebido um comunicado público específico sobre o caso nesses termos. O posicionamento confirmado dos Estados Unidos foi o da própria embaixada, que condenou o vandalismo e afirmou estar trabalhando com as autoridades brasileiras.
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