EUA: NOVA LEI PODE CRIMINALIZAR ORAÇÕES NA PORTA DE CLÍNICAS DE ABORTO EM ESTADO GOVERNADO POR PARTIDO DE ESQUERDA

REDAÇÃO

Lei em Nova Jersey prevê punições para condutas consideradas interferência nas proximidades de clínicas.

Uma nova lei assinada pela governadora de Nova Jersey, Mikie Sherrill, que é do partido Democrata, portanto, de esquerda, acendeu um forte debate sobre liberdade de expressão e direito ao protesto ao estabelecer restrições nas proximidades de clínicas que oferecem serviços de aborto e de “afirmação de gênero”.
A medida prevê punições para condutas classificadas como “interferência” e inclui dispositivos contra ações que possam causar “dano emocional” a pessoas que buscam ou fornecem esses serviços, além de restringir filmagens e o compartilhamento de vídeos em um raio de cerca de 30 metros das clínicas.
Para grupos pró-vida, a legislação representa uma ameaça especialmente preocupante à liberdade de manifestantes que desejam realizar vigílias pacíficas, conversar com mulheres ou simplesmente rezar nas proximidades das unidades.
Embora a lei permita à polícia dispersar aglomerações que bloqueiem substancialmente entradas ou saídas, seus críticos questionam a amplitude de conceitos como “dano emocional” e alertam para o risco de que manifestações não violentas sejam tratadas como infrações.
As violações podem resultar em até 18 meses de prisão e/ou multa de US$ 10 mil, elevando a preocupação entre defensores do direito à vida de que uma legislação criada para proteger o acesso às clínicas acabe restringindo também formas pacíficas de expressão e oração.
Texto: Rodolfo Oliveira
Foto: Divulgação