Ex-controlador do Banco Master respondeu a questionamentos da Polícia Federal sobre suspeitas de vantagens indevidas e possível compartilhamento de informações sigilosas com servidores do Banco Central; defesa nega irregularidades.
O ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, prestou depoimento à Polícia Federal (PF) por videoconferência em uma oitiva que durou cerca de quatro horas e meia. O interrogatório faz parte de uma investigação que apura possíveis irregularidades envolvendo a instituição financeira e a relação de ex-dirigentes do banco com servidores do Banco Central.
Durante o depoimento, os investigadores buscaram esclarecer suspeitas relacionadas a possíveis vantagens indevidas e ao eventual compartilhamento de informações sigilosas que poderiam ter favorecido o Banco Master em processos de fiscalização.
A defesa de Daniel Vorcaro divulgou uma nota negando qualquer prática de corrupção ou ato ilícito envolvendo funcionários públicos citados na investigação. Segundo os advogados, o ex-controlador do banco não cometeu irregularidades.
Apesar da negativa apresentada pela defesa, pessoas próximas ao caso afirmam que Vorcaro e seus representantes demonstraram interesse em avaliar a possibilidade de um acordo de colaboração premiada com as autoridades.
A estratégia de uma eventual colaboração poderia ser usada para apresentar informações aos investigadores e buscar uma redução de possíveis consequências jurídicas caso as suspeitas avancem.
A investigação da Polícia Federal coloca o Banco Master no centro de apurações sobre possíveis falhas nos mecanismos de controle e fiscalização do sistema financeiro nacional.
O caso também chama atenção para a atuação dos órgãos reguladores, especialmente diante das suspeitas envolvendo servidores responsáveis pela supervisão das instituições financeiras.
Nos bastidores de Brasília, o andamento do inquérito é acompanhado por autoridades e representantes do mercado financeiro devido ao impacto que as investigações podem causar na imagem das instituições envolvidas.
As próximas etapas devem envolver novas diligências, análise de documentos e possíveis quebras de sigilos para aprofundar a apuração sobre a existência de eventuais irregularidades.
Até o momento, os investigados negam qualquer envolvimento em crimes, e a Polícia Federal segue reunindo informações para esclarecer os fatos e identificar possíveis responsabilidades.
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