ROGÉRIO MARINHO: MORAES TRANSFORMA INQUÉRITO DAS FAKE NEWS EM PODER PESSOAL

REDAÇÃO

Líder da oposição no Senado acusa ministro Alexandre de Moraes de ampliar o uso do Inquérito das Fake News e convoca mobilização no 7 de Setembro contra o que classifica como abusos de poder.

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), criticou duramente o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após o magistrado pedir providências para investigar o também ministro André Mendonça no contexto das apurações envolvendo o Banco Master. Em nota, Marinho afirmou que o Inquérito 4.781, conhecido como Inquérito das Fake News, estaria sendo utilizado por Moraes como um “instrumento de poder pessoal”.
A reação ocorre em meio ao agravamento da crise interna no STF. Mendonça, relator das investigações relacionadas ao Banco Master, tornou público um relatório da Polícia Federal que reúne mensagens e informações sobre contatos entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Em resposta, Moraes acusou Mendonça de possíveis irregularidades, incluindo abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade, ampliando o embate entre os dois ministros.
Marinho classificou a reação de Moraes como uma “inversão intolerável de valores” e afirmou que o inquérito, aberto em 2019, teria adquirido ao longo dos anos limites cada vez mais amplos. Segundo o senador, o instrumento passou a funcionar como mecanismo de intimidação contra aqueles que questionam a atuação do ministro. A declaração coloca a oposição no Senado no centro da crescente pressão política sobre o STF em torno do caso.
Além das críticas, Rogério Marinho convocou a população para uma mobilização pacífica e democrática no 7 de Setembro. O senador afirmou que os atos devem servir como manifestação contra o que considera “práticas de exceção” e “abuso de poder”. O episódio aumenta a tensão entre setores da oposição e o Supremo e ocorre poucas semanas antes das eleições nacionais, em um cenário de forte disputa política e institucional.
Foto: Carlos Moura/Agência Senado