IMPARCIAL: MENDONÇA HOMOLOGA DELAÇÃO DE “MINEIRO” E LIBERA PROVAS SOBRE BASTIDORES DO CASO DARK HORSE

REDAÇÃO

André Mendonça homologa acordo de delação de Antônio Carlos Freixo Júnior, o “Mineiro”, permitindo que depoimentos, documentos e registros financeiros sejam utilizados oficialmente nas investigações sobre o Banco Master e o filme “Dark Horse”.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou o acordo de delação premiada firmado pelo empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”, no âmbito das investigações que envolvem o Banco Master e o filme “Dark Horse”.
Com a decisão, o acordo firmado com a Procuradoria-Geral da República passa a ter validade jurídica, permitindo que os investigadores utilizem oficialmente os depoimentos, documentos, mensagens e comprovantes bancários entregues pelo delator.
Segundo informações divulgadas, a colaboração de “Mineiro” envolve relatos sobre movimentações financeiras internacionais e operações realizadas por meio de empresas ligadas ao empresário durante o período investigado.
Um dos pontos centrais da delação seria a confirmação de transferências internacionais que somariam milhões de dólares para um fundo nos Estados Unidos, operação que, segundo a investigação, teria relação com recursos destinados ao projeto cinematográfico “Dark Horse”.
A Polícia Federal apura se os valores enviados ao exterior tiveram finalidade exclusivamente relacionada à produção do filme ou se parte dos recursos teria sido utilizada para outras despesas, hipótese que ainda será investigada pelas autoridades.
O acordo também traz informações sobre os bastidores do Banco Master e sobre supostas movimentações financeiras realizadas pelo grupo empresarial ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
De acordo com os investigadores, Antônio Carlos Freixo Júnior teria relatado operações envolvendo grandes quantias em dinheiro vivo, incluindo transporte e distribuição de valores que agora serão analisados pela Polícia Federal.
A homologação por André Mendonça representa uma nova etapa do caso, já que os elementos apresentados pelo colaborador poderão ser confrontados com outras provas já reunidas durante a investigação.
A delação permanece sob sigilo judicial, e as informações divulgadas dependem da confirmação dos investigadores e da análise dos documentos apresentados pelo empresário.
Com a validação do acordo, o STF e a Polícia Federal ampliam o conjunto de provas disponíveis para apurar a possível existência de irregularidades financeiras e eventuais responsabilidades no caso Banco Master e seus desdobramentos.
Foto: STF