Partido dos Trabalhadores teria destinado cerca de R$ 3,9 milhões em recursos partidários para campanhas de antigos dirigentes ligados a condenações em processos do Mensalão e da Lava Jato, incluindo José Dirceu, André Vargas, João Paulo Cunha e Delúbio Soares.
O PT voltou a colocar seus velhos personagens no centro da cena política e, segundo os dados apresentados, destinou cerca de R$ 3,9 milhões em recursos partidários para campanhas de candidatos a deputado federal que tiveram condenações em processos relacionados ao Mensalão e à Lava Jato, entre eles José Dirceu, André Vargas, João Paulo Cunha e Delúbio Soares.
Os repasses expõem uma escolha política difícil de ignorar: em vez de romper com nomes associados aos maiores escândalos de corrupção da história recente do país, o partido decidiu financiar o retorno eleitoral dessas figuras, que agora reaparecem em campanhas utilizando inclusive a imagem de Lula.
O caso reacende o debate sobre a coerência do discurso petista contra a corrupção e mostra que, para setores do partido, personagens que foram condenados no passado continuam sendo considerados dignos de milhões em recursos para voltar ao Congresso.
A estratégia representa, na prática, uma tentativa de reabilitação política de uma geração de dirigentes que marcou a história do PT e reforça a crítica de que o partido não aprendeu com os escândalos que protagonizou, mas trabalha para reescrever essa história e devolver protagonismo a seus antigos quadros.
Texto: Rodolfo Oliveira
Foto: Divulgação
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