Pela ordem de antiguidade do STF, Alexandre de Moraes e André Mendonça ficarão lado a lado durante a sessão desta terça-feira (15), marcada pelo julgamento sobre os próximos passos da investigação envolvendo o Caso Master.
A disposição das cadeiras no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) acrescentará um ingrediente de desconforto à sessão desta terça-feira (15), marcada pelo julgamento que pode definir os próximos passos jurídicos envolvendo o ministro Alexandre de Moraes.
Pelas regras de antiguidade previstas no regimento interno da Corte, Moraes ficará sentado ao lado do ministro André Mendonça durante a sessão. A proximidade ganha ainda mais peso diante do embate entre os dois magistrados.
O clima de tensão aumentou após Moraes apresentar uma manifestação de 44 páginas na qual contestou duramente as acusações relacionadas ao chamado Caso Master.
No documento, o ministro classificou o relatório da Polícia Federal como uma construção ilegal e levantou questionamentos sobre a origem e a elaboração das informações utilizadas contra ele.
Mendonça, por outro lado, ocupa posição central na discussão e deverá apresentar seus argumentos durante o julgamento. O ministro também sinalizou que pretende levar ao plenário elementos que considera relevantes para a análise do caso.
A sessão ocorre em meio a uma disputa pública que colocou dois integrantes do STF em lados opostos de uma das mais delicadas discussões recentes envolvendo a própria Corte.
A imagem dos dois ministros lado a lado no plenário deve chamar atenção justamente porque o julgamento envolve questionamentos sobre a atuação de um integrante do Supremo.
O caso também desperta grande interesse político e jurídico, já que uma eventual decisão poderá estabelecer novos parâmetros para a investigação de ministros da própria Corte.
Enquanto os ministros se preparam para a sessão, o país acompanha atentamente os argumentos que serão apresentados e os possíveis desdobramentos da decisão.
Foto: STF