Em manifestação enviada a Edson Fachin, Alexandre de Moraes classificou o relatório da Polícia Federal como uma “farsa”, pediu a anulação das provas e o arquivamento do caso, além de negar irregularidades envolvendo o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes.No documento, Moraes adotou uma postura de confronto direto e classificou o relatório da Polícia Federal (PF) como uma “farsa” e uma “narrativa construída de forma ilegal”.
Segundo a manifestação, a investigação teria sido articulada pelo ministro André Mendonça, colega de Moraes na Corte. O magistrado também pediu a anulação integral das provas e o arquivamento imediato do caso.
A defesa apresentada por Moraes ocorre em meio ao aumento da pressão e dos questionamentos internos envolvendo o caso.
Em vez de se limitar aos aspectos técnicos apontados pela PF, Moraes também afirmou que a investigação estaria relacionada a uma suposta tentativa de “vingança” promovida por opositores.
A estratégia adotada pelo ministro busca questionar a própria validade da investigação e das provas reunidas pela Polícia Federal.
Na manifestação, Moraes também procurou afastar suspeitas envolvendo seus familiares, negando que o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, tenha recebido repasses irregulares do Banco Master.
O posicionamento mais duro contra o relatório da PF e contra o relator elevou a tensão em torno do caso dentro do Supremo Tribunal Federal.
A manifestação também ocorre às vésperas da sessão prevista para esta terça-feira (15), quando o plenário do STF deverá analisar os próximos passos relacionados à investigação.
O caso segue cercado de expectativa e repercussão, enquanto os ministros do Supremo avaliam os argumentos apresentados e os desdobramentos da investigação.
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Foto: STF