SE NÃO FOR TIRADO DO STF, MORAES PODERÁ PRESIDIR O SUPREMO EM 2027 COM CASOS EXPLOSIVOS SOB SUA ESFERA DE PODER

REDAÇÃO

Permanência de Alexandre de Moraes no STF poderia levá-lo à presidência da Corte em 2027, enquanto processos de grande repercussão, como os casos Banco Master e fraude no INSS, permanecem no radar do tribunal.

O cenário que se desenha no STF é politicamente explosivo: caso Alexandre de Moraes permaneça no cargo e as relatorias dos casos Banco Master, fraude no INSS e da própria situação do ministro não sejam redistribuídas até o fim de 2026, ele poderá chegar à presidência da Corte em 2027 justamente com processos de enorme repercussão sob sua esfera de atuação.
A possibilidade levanta um evidente problema de credibilidade e aparência de conflito de interesses, sobretudo porque o ministro está no centro das controvérsias relacionadas ao caso Master e, ao mesmo tempo, poderá ocupar o posto mais poderoso do tribunal.
Na prática, seria uma situação no mínimo desconfortável: o ministro envolvido em uma crise que precisa ser esclarecida podendo assumir o comando da instituição responsável por julgá-la.
Mesmo que não exista, por si só, qualquer irregularidade na eventual presidência de Moraes, a manutenção desse arranjo alimentaria a percepção de concentração de poder e aprofundaria a desconfiança de setores da sociedade em relação à imparcialidade do Supremo.
Se o STF pretende recuperar credibilidade, terá de afastar qualquer dúvida razoável sobre quem investiga, quem julga e quem eventualmente será responsável por conduzir processos que atingem o próprio presidente da Corte.
Caso contrário, a eventual chegada de Moraes à presidência em 2027 poderá ser apresentada não como demonstração de força institucional, mas como o símbolo máximo de uma Corte incapaz de separar poder, investigação e interesses internos.
Texto: Rodolfo Oliveira
Foto: Divulgação
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