Autoridades bolivianas apontam avanço do PCC e do Comando Vermelho no país, com disputa por rotas e recrutamento, enquanto Bolívia e Estados Unidos ampliam a cooperação no combate ao narcotráfico e ao crime organizado
O avanço atribuído ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV) na Bolívia expõe a dimensão transnacional do crime organizado brasileiro e acende um alerta sobre a segurança na fronteira com o Brasil: segundo o ministro boliviano Marco Antonio Oviedo, as facções estariam tentando controlar rotas, cobrando valores pelo transporte de mercadorias e recrutando bolivianos, enquanto o governo mobiliza forças policiais e militares para conter a expansão.
O cenário reforça que PCC e CV não são apenas grupos envolvidos com tráfico de drogas, mas estruturas criminosas que, segundo as autoridades bolivianas, buscam ampliar território, influência e capacidade de coerção para além das fronteiras brasileiras.
Nesse contexto, a aproximação com os Estados Unidos representa um movimento relevante de cooperação internacional: Washington vem ampliando a coordenação policial com o governo de Rodrigo Paz, enquanto agentes americanos já participam de treinamentos da polícia boliviana e o governo dos EUA afirma considerar a cooperação antidrogas na Bolívia importante para seus interesses nacionais.
Diante de facções armadas que tentam transformar fronteiras em corredores do narcotráfico e áreas de domínio criminoso, a união entre inteligência, forças de segurança e cooperação internacional aparece como uma resposta necessária para sufocar a expansão dessas organizações e impedir que o PCC e o CV transformem partes da Bolívia em novos territórios de atuação.
Texto: Rodolfo Oliveira
Foto: Divulgação
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