Defesa do senador pede ao STF investigação por suspeita de corrupção passiva e advocacia administrativa com base em mensagens extraídas pela PF do celular de Daniel Vorcaro, enquanto o Planalto nega irregularidades
A defesa de Flávio Bolsonaro (PL) apresentou nesta quarta-feira (23) uma notícia-crime ao STF contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pedindo investigação por suspeita de corrupção passiva e advocacia administrativa a partir de mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
Segundo os diálogos atribuídos ao advogado Walfrido Warde, houve articulação para aproximar Vorcaro do governo federal e Lula teria agradecido o recebimento de uma garrafa de uísque enviada pelo banqueiro, além de ter mandado um abraço ao empresário.
As mensagens também fazem referência ao encontro entre Lula e Vorcaro em 4 de dezembro de 2024, realizado fora da agenda oficial e intermediado pelo ex-ministro Guido Mantega, ocasião em que participaram ainda Rui Costa e Gabriel Galípolo.
A representação de Flávio busca transformar essas suspeitas em uma investigação formal, enquanto o Planalto nega que Lula tenha recebido qualquer presente ou participado de articulação com Vorcaro.
Para Flávio, porém, as mensagens levantam questões que precisam ser esclarecidas sobre os contatos do presidente com o banqueiro e sobre eventual atuação de integrantes do governo em favor de interesses privados.
Texto: Rodolfo Oliveira
Foto: Divulgação
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