PF ENCONTRA MENÇÃO A CONTRATO DE ALIADA DE LULINHA EM ACORDO DA PETROBRAS COM A UNIGEL

REDAÇÃO

Mensagens atribuídas à lobista Roberta Luchsinger mencionam contrato envolvendo a Unigel no período em que a empresa e a Petrobras negociavam acordo para encerrar disputas bilionárias; envolvidos negam irregularidades

BRASÍLIA – A Polícia Federal (PF) identificou novas mensagens que lançam suspeitas sobre o entorno da família do presidente Lula. Relatórios de análise fazendária e telemática apontam que a lobista Roberta Luchsinger, amiga íntima de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, operava nos bastidores mencionando um contrato com a petroquímica Unigel, empresa que travava uma disputa de bilhões de reais contra a estatal Petrobras.
O teor das mensagens, enviado em fevereiro de 2024 para intermediários políticos em Brasília, coincide com o período em que a Unigel e a Petrobras fecharam um polêmico acordo para encerrar litígios sobre o arrendamento de fábricas de fertilizantes. Para investigadores, as conversas acendem o alerta para a suspeita de tráfico de influência e intermediação de interesses escusos junto a órgãos do governo federal.
⚠️ OS PONTOS CRÍTICOS DA INVESTIGAÇÃO
Acesso Facilitado: As mensagens obtidas pela PF revelam o trânsito livre de Roberta Luchsinger com assessores de alta patente na Esplanada dos Ministérios, sugerindo o uso do nome da família presidencial para abrir portas.
O Coincidente Acordo Bilionário: Enquanto a lobista discutia o suposto contrato em mensagens de texto, a Unigel conseguia renegociar termos altamente vantajosos com a Petrobras, que abriram mão de litígios arbitrais milionários.
Histórico de Depósitos: A quebra de sigilo da investigada já havia detectado movimentações financeiras atípicas e repasses de dinheiro para servidores vinculados a ministérios da atual gestão, o que robustece a tese de pagamento por influência.
💡 O OUTRO LADO
Apesar do teor alarmante das mensagens interceptadas pela Polícia Federal, os envolvidos rebatem duramente as conclusões dos investigadores:
A Unigel nega veementemente qualquer vínculo, afirmando que Roberta Luchsinger “nunca manteve relação contratual e jamais representou a companhia institucionalmente”.
A Petrobras defende a legalidade do acordo com a petroquímica, garantindo que o processo seguiu os ritos internos de governança e foi homologado por um Tribunal Arbitral.
As defesas de Lulinha e de Roberta Luchsinger alegam que o inquérito é baseado em vazamentos seletivos e distorcidos, sustentando que não há qualquer ato de corrupção ou ilegalidade nas conversas privadas.
Foto: Divulgação