Conselho que reúne lideranças evangélicas afirma que não há articulação para retirar feriados religiosos ou impedir cultos e acusa Lula e apoiadores de promoverem uma narrativa falsa para criar divisão entre católicos e evangélicos
O Conselho Interdenominacional dos Ministros Evangélicos do Brasil (CIMEB) divulgou uma nota de repúdio na qual reage ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a seus apoiadores, acusando-os de utilizar uma fake news contra um adversário político e de estimular uma disputa religiosa entre católicos e evangélicos.
No documento, a entidade afirma que evangélicos e católicos convivem em paz no Brasil e rejeita qualquer tentativa de transformar diferenças políticas em um confronto entre as duas comunidades cristãs. O CIMEB sustenta que não existe iniciativa de líderes evangélicos para fomentar uma guerra religiosa no país.
A nota também nega que representantes do segmento evangélico estejam negociando com qualquer candidatura propostas destinadas a cancelar feriados religiosos. Segundo o conselho, não existe articulação de lideranças evangélicas com esse objetivo, contrariando a narrativa que motivou a manifestação pública da entidade.
O CIMEB afirma ainda que não há movimento para impedir cultos, celebrações ou manifestações de outras religiões. A entidade apresenta sua manifestação como uma resposta às informações que, segundo seus integrantes, estão sendo utilizadas no ambiente político para criar atrito entre católicos e evangélicos.
Ao tratar diretamente da controvérsia, o conselho acusa Lula e seus seguidores de utilizarem uma informação falsa para atingir um adversário político. A acusação de “fake news”, portanto, é uma afirmação feita pelo próprio CIMEB em sua nota de repúdio, em meio à disputa política envolvendo o tema religioso.
A reação ganha peso pela participação de diferentes nomes do meio evangélico nacional. O CIMEB afirma reunir mais de 10 mil pastores de diferentes denominações e apresenta a nota como uma manifestação conjunta contra a narrativa contestada pela entidade.
Entre os nomes que aparecem na manifestação estão Silas Malafaia, César Augusto, Robson Rodovalho, Estevam Hernandes, Samuel Câmara, Galdino Júnior, Jabes de Alencar, Teo Hayashi, Claudio Duarte, Luiz Hermínio, Ezequiel Teixeira, Paulo Roberto, Marcus Gregório e Simonton Araújo.
A presença de diversas lideranças na nota reforça o caráter coletivo da reação apresentada pelo conselho. O ponto central do comunicado é a negativa de que exista uma iniciativa organizada de líderes evangélicos para retirar direitos religiosos de católicos ou integrantes de outras crenças.
O episódio também coloca a religião novamente no centro do debate político. Na avaliação expressa pelo CIMEB, associar lideranças evangélicas ao suposto cancelamento de feriados ou cultos contribui para criar uma divisão que a própria entidade afirma não existir na convivência entre evangélicos e católicos.
Ao final, o conselho reafirma sua posição contra a narrativa contestada e encerra o documento com a mensagem: “Deus abençoe o Brasil”. A nota consolida a reação pública das lideranças que a subscrevem e leva a controvérsia envolvendo religião, fake news e disputa política para o centro do debate público.
Foto: Divulgação
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