ABUSO DE PODER: MP ACIONA TRE PARA CASSAR GOVERNADOR DO AMAPÁ, PRINCIPAL ALIADO DE DAVI ALCOLUMBRE NO ESTADO

REDAÇÃO

Ministério Público Eleitoral pede cassação de Clécio Luís e inelegibilidade por oito anos por suposto abuso de poder político envolvendo campanha institucional de R$ 2,6 milhões

O Ministério Público Eleitoral protocolou uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) no Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) contra o governador Clécio Luís (União Brasil), pedindo a cassação de seu mandato e a declaração de inelegibilidade por oito anos.
A ação também alcança o vice-governador Antonio Teles Júnior (PDT). A acusação apresentada à Justiça Eleitoral sustenta que teria ocorrido abuso de poder político envolvendo recursos públicos utilizados durante a gestão estadual.
No centro do processo está a campanha institucional “Eu visto a camisa do Amapá”, financiada com recursos do Tesouro estadual e com orçamento apontado na ação em aproximadamente R$ 2,6 milhões.
Segundo a acusação, uma iniciativa que deveria ter caráter institucional teria sido utilizada para promover a imagem do governador e estimular uma identificação pessoal da população com sua gestão.
O Ministério Público Eleitoral sustenta que o uso da estrutura e de recursos públicos nessas circunstâncias poderia caracterizar abuso de poder político, questão que agora deverá ser analisada pela Justiça Eleitoral.
Clécio Luís é uma das principais lideranças políticas do Amapá e mantém forte aliança política com o senador Davi Alcolumbre, figura de grande influência na política estadual e nacional.
A eventual condenação, porém, não é automática com a apresentação da ação. Caberá ao TRE-AP analisar as acusações, as provas apresentadas e os argumentos das defesas antes de qualquer decisão sobre cassação ou inelegibilidade.
O processo pode ter impacto relevante no cenário político do Amapá, especialmente diante da posição ocupada pelo governador e das alianças construídas pelo grupo político que atualmente comanda o estado.
As defesas dos envolvidos poderão contestar as acusações e apresentar elementos para rebater a tese de que a campanha institucional teria sido utilizada de maneira irregular ou com finalidade de promoção pessoal.
O caso segue para análise da Justiça Eleitoral e poderá resultar em diferentes desfechos conforme as provas e decisões judiciais ao longo do processo.
Foto: Divulgação
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