NÍVEL DE CONSERVADORISMO DO BRASILEIRO ATINGE O MAIOR ÍNDICE DESDE 2018 E IMPULSIONA FLÁVIO, APONTA PESQUISA

REDAÇÃO

Índice da Ipsos-Ipec chegou a 0,680 em 2026, com aumento do apoio a penas mais rigorosas e à redução da maioridade penal; levantamento aponta afinidade entre pautas conservadoras e temas defendidos por Flávio Bolsonaro

A nova edição do Índice de Conservadorismo de Costumes da Ipsos-Ipec mostra uma mudança significativa no perfil político e comportamental do brasileiro, com o país atingindo em 2026 o índice de 0,680, o maior nível desde 2018 e próximo ao registrado no período que antecedeu a eleição de Jair Bolsonaro, em um movimento impulsionado principalmente pela preocupação crescente da população com criminalidade, violência e segurança.
O levantamento aponta avanços expressivos no apoio à prisão perpétua, que passou de 72% para 78%, à pena de morte, de 43% para 52%, e à redução da maioridade penal, de 65% para 71%, enquanto 74% dos entrevistados se posicionaram contra a legalização do aborto.
O conservadorismo também avançou entre jovens de 25 a 34 anos, mulheres, moradores das capitais e habitantes das regiões Norte e Centro-Oeste, contrariando a narrativa de que os valores conservadores estariam perdendo espaço na sociedade brasileira.
Para Márcia Cavallari, da Ipsos, esse novo cenário favorece a candidatura de Flávio Bolsonaro no segundo turno, justamente porque as pautas defendidas pelo candidato encontram sintonia com temas que ganharam força entre os eleitores, especialmente segurança pública e endurecimento das leis.
Os números indicam, portanto, que o eleitor brasileiro está cada vez mais inclinado a cobrar respostas firmes contra a criminalidade e a defender valores e políticas tradicionalmente associados à direita, criando um ambiente eleitoral particularmente favorável ao discurso conservador.
Texto: Rodolfo Oliveira
Foto: Divulgação
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