Segundo o relato, pedido da Polícia Federal foi apresentado sete minutos após a confirmação do resultado eleitoral, e a decisão de Alexandre de Moraes intensificou acusações de perseguição política por aliados de Flávio Bolsonaro
A apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro ganhou contornos ainda mais controversos diante da velocidade com que a medida foi desencadeada: a Polícia Federal assinou o pedido apenas sete minutos depois de o TSE confirmar matematicamente a “derrota” do senador na eleição presidencial, às 21h16 de domingo, enquanto a confirmação do resultado havia ocorrido às 21h09.
Alexandre de Moraes atendeu ao pedido ainda naquela noite, sem consulta prévia à Procuradoria-Geral da República, com a ordem sendo cumprida na manhã seguinte justamente quando Flávio visitava o pai, Jair Bolsonaro, que cumpre injusta prisão domiciliar.
O episódio provocou forte reação no entorno do senador e alimentou acusações de perseguição política, especialmente porque a decisão ocorreu imediatamente após o encerramento da disputa eleitoral.
Flávio questionou a medida e levantou uma pergunta que passou a dominar o debate: se tivesse vencido a eleição, a decisão teria sido tomada da mesma maneira?
📝 Texto: Rodolfo Oliveira
📸 Foto: Divulgação
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