ALCOLUMBRE SOFRE RACHA NA PRÓPRIA BASE DO AMAPÁ E PERDE APOIO DE DOIS SENADORES À SUA REELEIÇÃO

REDAÇÃO

Lucas Barreto e Rayssa Furlan anunciaram que não apoiarão a recondução de Davi Alcolumbre à presidência do Senado e se aproximaram da oposição, que articula candidaturas alternativas para a eleição de fevereiro de 2027

A disputa pela presidência do Senado Federal ganhou um novo capítulo após os senadores do Amapá Lucas Barreto (PSD) e Rayssa Furlan (Podemos) anunciarem que não apoiarão a reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil) ao comando da Casa. Os dois parlamentares decidiram se alinhar à oposição e participar das articulações para construir uma alternativa ao atual presidente.
O movimento representa um revés político para Alcolumbre, que tem no Amapá sua principal base eleitoral. A decisão de dois senadores do mesmo estado de rejeitarem sua recondução evidencia o aprofundamento das divergências regionais e mostra que o atual presidente não conta com apoio unificado entre os representantes amapaenses.
Lucas Barreto e Rayssa Furlan pretendem caminhar junto ao bloco oposicionista nas negociações em Brasília. A estratégia é acompanhar as articulações e avaliar qual candidatura terá melhores condições de enfrentar Alcolumbre na disputa pelo comando do Senado.
Entre os nomes considerados pela oposição estão o senador Rogério Marinho (PL-RN) e a senadora Tereza Cristina (PP-MS). A definição deverá levar em conta a capacidade de cada um de reunir votos e construir alianças suficientes para disputar a presidência da Casa.
A decisão dos dois parlamentares também reflete o cenário de rivalidade política no Amapá. O grupo formado por Lucas Barreto e Rayssa Furlan saiu fortalecido das eleições estaduais, em um confronto com forças políticas ligadas ao atual presidente do Senado.
As divergências regionais, que antes se concentravam na disputa política local, agora passam a influenciar diretamente as articulações nacionais. O rompimento demonstra que os conflitos entre grupos do Amapá podem ter consequências na composição de forças dentro do Congresso Nacional.
Para Alcolumbre, a perda de apoio representa um desafio adicional em sua tentativa de permanecer na presidência do Senado. Embora tenha influência política e capacidade de articulação entre parlamentares, o atual presidente precisará lidar com a resistência de integrantes da representação de seu próprio estado.
A movimentação também interessa à oposição, que busca ampliar sua força e conquistar votos de senadores que poderiam apoiar a continuidade de Alcolumbre. A adesão de Lucas Barreto e Rayssa Furlan oferece ao bloco oposicionista um reforço político importante nas negociações.
A eleição para a presidência do Senado está prevista para fevereiro de 2027, quando os parlamentares escolherão o comando da Mesa Diretora. Até lá, a tendência é que as conversas avancem, com possíveis alianças, mudanças de posicionamento e disputas por apoio entre os diferentes grupos políticos.
Com o afastamento dos dois senadores amapaenses, Alcolumbre enfrenta um novo foco de resistência em sua própria base regional. O episódio reforça o peso das rivalidades estaduais na disputa pelo poder em Brasília e pode influenciar o equilíbrio de forças na eleição que definirá o próximo presidente do Senado.
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