
Em editorial publicado neste sábado (7), o jornal questionou a lentidão da Justiça Eleitoral e afirmou que o histórico do tribunal não indica punições capazes de produzir efeito imediato.
A ação apresentada pelo Novo aponta 35 medidas adotadas por Lula entre janeiro e outubro que, segundo o partido, teriam favorecido sua candidatura, incluindo reajustes no Bolsa Família e benefícios sobre combustíveis e para categorias profissionais.
O corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, autorizou a abertura de uma Aije, mas ressaltou que a decisão não representa julgamento sobre o mérito das acusações.
O Estadão lembrou que, desde a redemocratização, nenhuma chapa presidencial foi cassada pelo TSE por abuso de poder político ou econômico.
Para o jornal, decisões tardias reduzem qualquer efeito de uma eventual punição e podem estimular novos abusos.