Hassan Dioband, Hamid Kazemi e Reza Zanganeh foram condenados à morte por supostas operações em favor de Israel e dos Estados Unidos e participação em atos de sabotagem
O Irã executou três homens identificados como Hassan Dioband, Hamid Kazemi e Reza Zanganeh neste domingo, 8 de novembro de 2026. As execuções foram realizadas após a Suprema Corte iraniana confirmar as condenações à morte, segundo informações divulgadas pela mídia estatal e confirmadas por agências internacionais. Reuters +1
Os três homens foram condenados sob acusações de realizar operações em favor de Israel e dos Estados Unidos, incluindo atividades atribuídas ao serviço de inteligência israelense Mossad. As autoridades iranianas também os acusaram de participação em manifestações antigovernamentais que ocorreram em janeiro deste ano.
Segundo o Judiciário iraniano, os condenados teriam utilizado armas de fogo, granadas artesanais e coquetéis molotov durante os distúrbios. As acusações também incluem ataques contra instalações públicas, incêndios em prédios e ações de sabotagem contra estruturas consideradas estratégicas pelo governo.
Um dos episódios apontados pelas autoridades teria ocorrido na cidade de Karaj, onde os acusados supostamente danificaram uma subestação de energia elétrica, provocando interrupções no fornecimento em algumas regiões. O governo iraniano classificou as ações como operações contra a segurança nacional. UOL Notícias +1
Hassan Dioband teria sido preso em 11 de janeiro, após investigações relacionadas a ataques contra propriedades públicas e incitação à violência. De acordo com as autoridades, outras dez pessoas também foram detidas sob suspeita de participação nos acontecimentos e de atuação sob sua orientação.
As condenações foram confirmadas pela Suprema Corte depois que os recursos judiciais foram esgotados. Além das penas de morte, o Judiciário determinou o confisco dos bens dos três homens. Outros acusados no mesmo processo receberam penas de prisão entre cinco e dez anos. Tasnim News Agency +1
Entretanto, organizações internacionais de direitos humanos questionam a condução dos processos judiciais no Irã. Denúncias envolvendo tortura, confissões obtidas sob pressão e restrições ao acesso à defesa jurídica levantam preocupações sobre a possibilidade de julgamentos injustos e condenações baseadas em provas obtidas irregularmente.
O caso também envolve Reza Zanganeh, de 27 anos, identificado como técnico automotivo especializado em veículos importados. Segundo informações divulgadas por organizações de direitos humanos, pessoas próximas ao jovem contestaram as acusações de espionagem e questionaram os elementos utilizados para relacioná-lo a atividades de inteligência estrangeira.
As execuções acontecem em meio ao aumento das condenações à morte no país. Segundo a organização Iran Human Rights, pelo menos 691 pessoas foram executadas no Irã entre janeiro e outubro de 2026, sendo 77 somente durante o mês de outubro. O levantamento considera casos documentados e verificados pela entidade. Direitos Humanos do Irã +1
A organização também contabilizou dezenas de manifestantes e presos políticos entre os executados ao longo do ano. Entidades de direitos humanos denunciam que a aplicação da pena capital em processos relacionados à segurança nacional tem sido utilizada como instrumento de repressão contra opositores do regime iraniano. Direitos Humanos do Irã +1
A execução de Hassan Dioband, Hamid Kazemi e Reza Zanganeh amplia a repercussão internacional sobre a política penal do governo iraniano e a repressão aos protestos de janeiro. Enquanto Teerã sustenta que os três participaram de operações armadas em colaboração com potências estrangeiras, organizações internacionais questionam a transparência dos julgamentos e cobram garantias fundamentais aos acusados.
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