Estimativas de empresas e especialistas apontam que a gratuidade no transporte público aos fins de semana e feriados pode custar até R$ 20,8 bilhões por ano, acima dos R$ 12 bilhões previstos pelo governo
A tarifa zero defendida pelo governo Lula aos sábados, domingos e feriados pode custar bem mais do que os R$ 12 bilhões previstos pelo Planalto.
Empresas de ônibus e especialistas estimam uma conta entre R$ 16 bilhões e R$ 20,8 bilhões por ano, dependendo da inclusão de metrôs e trens.
A proposta enviada ao Congresso reserva 26,8% das emendas parlamentares obrigatórias para bancar a gratuidade.
O governo diz que não haverá aumento da despesa primária, apenas remanejamento de recursos já previstos.
O problema é que a conta pode não fechar. A NTU calcula que somente os ônibus exigiriam cerca de R$ 17 bilhões.
Com outros modais, o valor chegaria a R$ 20,8 bilhões.
O economista Tiago Sbardelotto, da XP, também alerta para o risco de o Tesouro precisar colocar dinheiro extra caso combustível, salários e manutenção pressionem os custos.
Se faltar verba, municípios podem ter de reduzir a oferta ou aumentar os próprios subsídios.
Lula vende a ideia de transporte gratuito, mas deixa uma pergunta simples: quem vai pagar a diferença quando os R$ 12 bilhões acabarem?
📝 Texto: Rodolfo Oliveira
📸 Foto: Divulgação
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