IPCA sobe 0,88% em março, impulsionado por combustíveis e alimentos
Brasília, 10 de abril de 2026:
A taxa média de juros cobrada pelos bancos no Brasil atingiu 32,8% ao ano em janeiro de 2026, o maior patamar desde novembro de 2016 — ou seja, em nove anos. Os dados são do Banco Central e mostram que o custo do crédito subiu significativamente durante o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Para as pessoas físicas, a situação é ainda mais grave: a taxa média chegou a 38% ao ano em janeiro, o nível mais alto desde maio de 2017. Isso representa um aumento de cerca de 7,8 pontos percentuais em relação ao início do governo Lula. As modalidades mais usadas pelas famílias de menor renda — como rotativo de cartão de crédito, cheque especial e empréstimos pessoais — são as que apresentam os juros mais elevados.
Especialistas apontam que a alta reflete a combinação de Selic elevada (que chegou a 15% e foi reduzida para 14,75% em março), maior risco de inadimplência, deterioração das contas públicas e spread bancário ampliado. O resultado é um crédito mais caro exatamente para quem mais precisa dele: as camadas mais pobres da população, que dependem de empréstimos para consumo básico e têm menor acesso a linhas mais baratas.
O endividamento das famílias continua alto, e o comprometimento da renda com dívidas (juros + amortizações) tem batido recordes recentes. Enquanto isso, o Banco Central mantém a política monetária restritiva para controlar a inflação, mas o alívio no custo do crédito ao consumidor ainda demora a chegar.
A alta dos juros bancários tem sido um dos pontos mais criticados da economia no atual governo, pois freia o consumo e aumenta o custo de vida das famílias de baixa renda.
Texto: Redação Diário 360
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil