“AQUI DEFENDEMOS DEUS, PÁTRIA E FAMÍLIA”: PRIMEIRA-MINISTRA DA ITÁLIA REBATE CRÍTICAS A SÍMBOLOS CRISTÃOS

REDAÇÃO

Premiê italiana reafirma lema “Deus, Pátria e Família”, critica oposição a crucifixos e presépios e reacende debate sobre identidade cultural na Europa

A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, voltou a defender com firmeza a identidade cristã e cultural do país ao afirmar: “Quem se incomoda com um crucifixo ou uma presépio está no lugar errado aqui. Nós defenderemos Deus, a Pátria e a Família”. A declaração, feita em tom direto e sem rodeios, foi compartilhada no X pelo perfil @DeutscherSchfe3 e rapidamente viralizou, especialmente entre conservadores europeus, com milhares de curtidas e reposts em poucas horas.
No vídeo, Meloni reforça a ideia de que a Itália não abrirá mão de suas raízes cristãs e dos valores tradicionais representados pelos símbolos religiosos. A frase é uma resposta clara às críticas frequentes de setores progressistas e de imigrantes que se manifestam contra a presença de crucifixos em escolas, hospitais e espaços públicos italianos, ou contra a montagem de presépios no Natal.
A declaração reforça a linha ideológica do governo Meloni, que desde o início de seu mandato tem priorizado a defesa da soberania cultural italiana, o combate à imigração ilegal em massa e a promoção da família tradicional. “Deus, Pátria e Família” é o lema histórico dos Irmãos de Itália (Fratelli d’Italia), partido de Meloni, e tem sido repetido como bandeira contra o que ela chama de “ideologia woke” e “ multiculturalismo imposto”.
A publicação gerou forte repercussão positiva entre quem defende a preservação da identidade europeia e cristã. Muitos usuários alemães, em especial, usaram o vídeo para criticar a própria política migratória da Alemanha e da União Europeia, lamentando a ausência de líderes com o mesmo posicionamento claro em seus países.
Por outro lado, a fala também provocou reações negativas de setores de esquerda na Itália e na Europa, que acusam Meloni de promover um discurso “excludente” e de usar a religião para justificar políticas anti-imigração.
A declaração de Meloni chega em um momento de intensa discussão sobre identidade cultural na Europa, especialmente com o aumento da imigração muçulmana e os debates sobre laicidade versus tradição cristã.
Texto: Redação Diário 360 
Foto: Valeria Mongelli – AFP