Dados indicam maior risco de inadimplência entre jovens, em meio a cenário de juros altos, inflação e dificuldades no mercado de trabalho.
Enquanto o governo Luiz Inácio Lula da Silva celebra números macroeconômicos e programas sociais como conquistas históricas, dados do Banco Central revelam uma juventude brasileira afogada em dívidas: os jovens apresentam inadimplência 50% superior à dos adultos, com maior risco em todas as faixas de renda, resultado direto de uma economia que combina juros elevados, inflação persistente no custo de vida e crescimento anêmico do emprego formal de qualidade.
Em vez de fomentar oportunidades reais, como educação técnica acessível, redução da carga tributária ou estímulo à formalização, o terceiro mandato de Lula aprofundou o endividamento das famílias por meio de um arcabouço fiscal expansionista, gastos públicos elevados e dependência de crédito fácil, criando uma geração que mal entra no mercado de trabalho já carregando o peso de cartões de crédito e empréstimos rotativos caros.
Essa inadimplência precoce não é mera imprudência individual, mas o reflexo amargo de políticas que sacrificam o futuro dos jovens no altar do assistencialismo imediato e da gastança estatal, deixando uma legião de brasileiros entre 18 e 30 anos com o nome sujo, crédito bloqueado e perspectivas truncadas em um país que, mais uma vez, falha em preparar sua força de trabalho para a realidade competitiva.
O contraste é cruel: enquanto a cúpula governamental distribui benefícios e anuncia vitórias, a base da pirâmide, especialmente os mais novos, paga a conta com restrições financeiras que comprometem consumo, empreendedorismo e mobilidade social por anos.
Texto: Rodolfo Oliveira
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