Declaração de Carlos Jordy expõe tensão com Gilmar Mendes após relatório da CPI do Crime Organizado
O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) fez uma declaração reveladora ao admitir que não nutre simpatia pessoal pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, mas que se vê obrigado a defendê-lo diante da postura autoritária e descompensada do ministro Gilmar Mendes.
Vieira, ao incluir no relatório final da comissão o pedido de indiciamento de Mendes, ao lado de Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e do PGR Paulo Gonet, por supostas irregularidades no escândalo do Banco Master, apenas cumpriu seu dever institucional de investigar esquemas de lavagem de dinheiro e infiltração de poder.
Em vez de respeitar a separação de Poderes e permitir que as apurações sigam seu curso, Gilmar Mendes reagiu com fúria, ameaçando representações criminais, qualificando o trabalho da CPI como “proposta tacanha” e “erro histórico”, e agindo como se o Supremo Tribunal Federal estivesse acima de qualquer escrutínio democrático.
Essa arrogância habitual de Mendes, que há anos transforma o STF em reduto de proteção mútua entre togados, expõe o cerne do problema: um ministro que se sente intocável, capaz de suspender investigações para blindar colegas e de dançar sobre a Constituição quando lhe convém.
Jordy tem razão ao alertar que o Parlamento não se acovardará, se o ministro gosta de dançar, o Congresso também sabe marcar o passo, mas com a legitimidade das urnas e o compromisso com a transparência, não com o corporativismo judicial que tanto envergonha o país.
Texto: Rodolfo Oliveira
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