PGR ESTÁ COM POUCA VONTADE DE AVANÇAR NO MAIOR ESCÂNDALO PREVIDENCIÁRIO AO FREAR DELAÇÃO

REDAÇÃO

Manifestação ao STF aponta possíveis falhas em negociação firmada entre empresário e polícia federal

A Procuradoria-Geral da República (PGR), sob comando de Paulo Gonet, manifestou resistência à homologação do acordo de delação premiada firmado pelo empresário Maurício Camisotti com a Polícia Federal no âmbito das investigações sobre fraudes no INSS.
O vice-procurador-geral Hindemburgo Chateaubriand protocolou petição ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, solicitando a suspensão do acordo. Segundo a PGR, há questionamentos sobre aspectos legais da negociação conduzida diretamente pela Polícia Federal.
Camisotti está preso desde setembro de 2025, investigado na operação que apura descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas. No acordo, ele confessou irregularidades e se comprometeu a devolver cerca de R$ 400 milhões aos cofres públicos, além de fornecer informações sobre o funcionamento do esquema.
A delação foi encaminhada ao STF em março e havia recebido análise preliminar favorável do relator. No entanto, a manifestação da PGR introduz um novo elemento no processo, podendo impactar o andamento da investigação.
Enquanto isso, a Polícia Federal já realizou diligências e intimações com base nas informações apresentadas pelo empresário. A decisão final sobre a validade do acordo caberá ao ministro relator, após análise dos argumentos apresentados pelo Ministério Público.
O caso segue em andamento e pode ter novos desdobramentos conforme a avaliação judicial sobre a delação e seus efeitos nas investigações.
Foto: STF