Presidente dos EUA intensifica ameaças ao Irã e condiciona recuo a acordo sobre cessar-fogo e navegação no Estreito de Ormuz
Washington, 19 de abril de 2026:
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar destruir todas as pontes e usinas de energia do Irã caso o regime iraniano não aceite um acordo proposto pelos EUA para encerrar o conflito e reabrir o Estreito de Ormuz.
Em declarações públicas e postagens nas redes sociais, Trump afirmou que os Estados Unidos possuem um plano militar para dizimar toda a infraestrutura civil iraniana em poucas horas. “Temos um plano em que todas as pontes do Irã serão destruídas até meia noite de amanhã, e todas as usinas de energia ficarão fora de operação, queimando, explodindo e nunca mais serão usadas novamente”, disse o presidente em entrevista coletiva. Ele estimou que a operação completa poderia durar apenas quatro horas.
Trump deu um prazo inicial que venceria na noite de terça-feira (7 de abril), alertando que “toda uma civilização morrerá esta noite” se não houvesse acordo. Posteriormente, ele indicou que recuaria das ameaças caso o Irã aceitasse um cessar-fogo de duas semanas e reabrisse o estreito, rota vital para o transporte de cerca de 20% do petróleo mundial.
Em atualizações mais recentes, o presidente continuou renovando as advertências, afirmando que os EUA “terão que começar a bombardear novamente” se o acordo não for fechado.
O contexto da ameaça envolve o conflito em curso entre Estados Unidos, Israel e Irã, iniciado em fevereiro de 2026. Trump exige que o Irã permita a livre navegação no Estreito de Ormuz, suspenda atividades nucleares consideradas perigosas e aceite termos para um cessar-fogo duradouro.
O Irã, por sua vez, apresentou uma contraproposta de 10 pontos, incluindo o fim permanente da guerra, o levantamento de sanções e a reconstrução de infraestrutura danificada. Trump classificou a proposta como “um passo significativo, mas não suficiente”.
Reações e controvérsias
Especialistas em direito internacional afirmaram que ataques deliberados contra usinas de energia e pontes civis, que afetam diretamente a população civil, podem configurar crimes de guerra, pois violam o princípio de distinção entre alvos militares e civis. Trump e assessores, no entanto, argumentam que tais instalações poderiam ser consideradas alvos legítimos por apoiar programas militares iranianos.
O Irã reagiu convocando a população a proteger fisicamente pontes e usinas com presença humana e acusou Trump de ameaçar cometer crimes de guerra. Imagens veiculadas pela mídia estatal mostraram civis reunidos em torno de infraestruturas críticas.
Negociações indiretas continuam, com mediadores como o Paquistão. Trump anunciou que enviados americanos participarão de uma nova rodada de conversas em Islamabad. Ele mencionou “boas conversas” em andamento, mas manteve a ameaça de retomar bombardeios caso não haja avanço até o fim do atual cessar-fogo.
Impacto potencial
Analistas destacam que a destruição em massa de usinas elétricas e pontes teria consequências humanitárias graves para a população iraniana, além de riscos de escalada regional, incluindo retaliações contra aliados dos EUA no Golfo Pérsico.
Até o momento, não há confirmação de que as ameaças tenham sido executadas. Trump tem alternado entre linguagem dura e sinais de disposição para diálogo, afirmando preferir um “acordo justo e razoável”.
A situação evolui rapidamente. Novas rodadas de negociação podem alterar o cenário nos próximos dias.
Texto: Redação Diário 360
Foto: Reprodução