ATIVISTA DO PSOL É ACUSADO DE MÁ CONDUTA EM MISSÃO INTERNACIONAL PRÓ-PALESTINA

REDAÇÃO

Relatos de voluntárias durante missão pró-Palestina levantam acusações de má conduta e pressionam movimento e partido por esclarecimentos

Thiago Ávila, militante do Psol e figura recorrente nas encenações marítimas da “Flotilha da Liberdade” ao lado de Greta Thunberg, expõe mais uma vez o abismo entre o discurso moralista da esquerda ativista e sua conduta real: acusado de má conduta sexual por pelo menos três voluntárias durante a viagem pró-Palestina, o “herói humanitário” transformou o barco da suposta solidariedade em cenário de comportamento inadequado, segundo relatos que vazaram e foram destacados pelo New York Post.
Enquanto posa de defensor dos oprimidos e denuncia bloqueios e “genocídios” com retórica inflamada, o ativista brasileiro revela o padrão clássico de certos militantes: pregam virtude coletiva, mas praticam o abuso de poder individual quando se sentem no controle de um microcosmo ideológico fechado.
O Psol, que tanto alardeia pautas de gênero e combate ao assédio, agora carrega mais um caso incômodo em que o “companheiro” supostamente usa a militância como plataforma de caça, expondo a hipocrisia de um ativismo que seleciona vítimas e algozes conforme a narrativa conveniente.
Em vez de romper bloqueios em Gaza, Thiago Ávila parece ter se dedicado a romper limites éticos no convés, mais um exemplo de como o moralismo seletivo da esquerda frequentemente serve de cortina para condutas que, se cometidas por adversários, seriam motivo de linchamento público imediato.
Texto: Rodolfo Oliveira
Foto: FFC