Iniciativa coordenada por Tabata Amaral gera debate sobre alcance da proposta e impactos na legislação
A decisão de Hugo Motta de instituir um grupo de trabalho com prazo de 45 dias para avançar no chamado “PL da Misoginia”, sob coordenação de Tabata Amaral, soa como a tentativa de empurrar, a toque de caixa, um projeto carregado de ambiguidades perigosas.
Ao tratar um conceito amplo e sujeito a interpretações ideológicas como base para eventual tipificação legal, o texto abre margem para distorções, podendo transformar divergências legítimas em alvos de sanção estatal.
Em vez de enfrentar o problema com precisão técnica e respeito às garantias fundamentais, a proposta flerta com um modelo punitivista difuso, que pode gerar insegurança jurídica e tensionar ainda mais o já delicado equilíbrio entre combate a abusos reais e preservação da liberdade de expressão, um risco alto demais para ser tratado sob o ritmo apressado de um grupo “flexível”.
Texto: Rodolfo Oliveira
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